Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta o conceito do “Papo de CTI” como uma ferramenta prática da Mente Terciária para confrontar a finitude e reduzir a Taxa de Arrependimento Existencial, defendendo que o Potencialismo não busca a perfeição ou a aprovação externa, mas sim o processo contínuo e autoral de alinhar a vida ao desenvolvimento dos próprios Potenciais Singulares.
Vamos ao Artigo:
“Lembrar que vou morrer em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida.” – Steve Jobs.
Uma das perguntas mais importantes da vida talvez seja aquela que quase sempre deixamos para quando já não temos mais tempo para mudar a resposta.
Imagine a seguinte situação.
Você está no CTI.
O médico chega e diz:
“Olha, provavelmente você tem mais um ou dois dias. É hora de começar a se despedir das pessoas.”
Não estamos falando de uma doença que ainda pode ser tratada.
Não estamos falando de uma ameaça distante.
O jogo está terminando com prazo curto.
Você está consciente, consegue pensar e sabe que a sua trajetória está chegando ao fim.
Neste momento, proponho uma pergunta dento da escolha existencial Potencialista:
Qual é a sua Taxa de Arrependimento Existencial?
Olhando para trás, o quanto você conseguiu ser o máximo que você poderia ter sido?
Esse é o Papo Existencial do CTI.
E, apesar do nome meio assustador, o Papo de CTI não é uma reflexão sobre a morte.
É uma ferramenta bem objetiva para melhorar a vida.
Você não precisa esperar chegar lá para o tempo todo estar respondendo a esta questão e procurando reduzir a sua taxa de arrependimento na reta final.
O Potencialismo, a sugestão existencial da Bimodais, nos diz o seguinte:
O Potencialista escolhe como missão existencial desenvolver, dentro do possível e do contexto, da melhor maneira possível, os seus Potenciais Singulares.
O Potencialista parte da seguinte escolha existencial:
Cada Sapiens deve procurar desenvolver, ao máximo possível, seus Potenciais Singulares.
- Não estamos falando de ser melhor do que os outros;
- Nem de ser famoso;
- Nem de ganhar dinheiro além do necessário para viver bem;
- Nem de acumular diplomas, cargos, seguidores ou patrimônio;
- O parâmetro não é externo;
- O parâmetro é você em relação a você mesmo, observando como os seus cachorrinhos internos estão reagindo a sua vida no curto, médio e longo prazo.
Cada Sapiens é uma combinação única de características, circunstâncias, facilidades, dificuldades, interesses e potenciais.
A Casa do Eu – nosso último livro – resume essa ideia com uma frase do Phillip McGraw, que considero fundamental:
“Você é o único você que existirá em toda a história do mundo.”
E acrescentamos:
“Aproveite e seja você o máximo que conseguir.”
Se individualizar é se potencializar.
Detalhe, quando atendemos de forma mais adequada às demandas dos nossos cachorrinhos internos, eles retribuem gerando energias positivas e melhorando nossa qualidade de vida, tanto física quanto emocional.
O Potencialismo é justamente a escolha de levar essa constatação a sério.
Desenvolver potenciais não é um sacrifício
Pode parecer, à primeira vista, que estamos defendendo uma espécie de obrigação moral.
“Você recebeu potenciais e tem a obrigação de desenvolvê-los.”
Não é por aí.
O ponto é outro.
Quando conseguimos identificar atividades compatíveis com nossos Potenciais Singulares e passamos a desenvolvê-las, aumentamos a chance de entrar em estados de forte envolvimento e satisfação.
Mihaly Csikszentmihalyi chamou isso de Flow – o estado de fluxo.
A própria Casa do Eu incorpora Mihaly ao defender que a felicidade não deve ser tratada apenas como algo que cai do céu (chuva), mas como algo que pode ser cultivado o tempo todo (chuveiro).
O desenvolvimento dos nossos potenciais, portanto, produz uma espécie de círculo virtuoso:
Desenvolvemos nossos Potenciais Singulares → fazemos mais atividades compatíveis conosco → aumentamos a possibilidade de Flow → elevamos nossa Eunergia → produzimos mais e melhor → aumentamos nossa contribuição para os outros.
O Potencialismo procura combinar, assim, benefício individual e coletivo.
Ou seja, quanto mais você consegue ser você, mais pode oferecer aos outros aquilo que só você poderia oferecer daquela maneira.
John Stuart Mill e a defesa da individualidade
Essa preocupação não começou agora.
John Stuart Mill, conceituador inglês do século XIX, já defendia fortemente a importância da individualidade e do desenvolvimento humano.
Não podemos dizer que Mill era um Potencialista no sentido que estamos propondo aqui.
Mas existe uma forte afinidade.
A pessoa deve ter espaço para construir a própria trajetória e buscar aquilo que considera uma vida melhor, desde que essa liberdade não implique prejudicar os outros.
Há também parentesco com determinadas interpretações do ikigai, na tentativa de procurar uma existência na qual aquilo que fazemos tenha sentido para nós e utilidade para os outros.
O Potencialismo entra nessa conversa com uma pergunta específica:
Quais são os seus Potenciais Singulares e o quanto você está conseguindo desenvolvê-lo?
Do enterro para o CTI
Há um exercício relativamente conhecido nos livros de desenvolvimento pessoal.
Imagine o seu próprio enterro.
Veja as pessoas reunidas.
E pergunte:
O que elas estão dizendo sobre você?
A proposta é interessante porque introduz a finitude na reflexão existencial.
Mas acho que podemos melhorar o exercício.
No enterro, você já morreu.
E, principalmente, o critério acaba ficando muito centrado nos outros:
O que os outros estão dizendo sobre mim?
O Papo de CTI muda o foco.
Você ainda está vivo.
E quem faz a avaliação é você.
A pergunta deixa de ser:
“O que as pessoas vão dizer sobre mim depois que eu morrer?”
E passa a ser:
“O que eu vou dizer para mim mesmo quando perceber que minha vida está terminando?”
Essa mudança é importante.
O Potencialismo não é uma filosofia de aplauso.
É uma filosofia de desenvolvimento interno, cuja a métrica é a melhoria e manutenção permanente de uma sensação de bem estar.
Não interessa prioritariamente saber se você correspondeu às expectativas dos outros.
Interessa saber se você conseguiu desenvolver aquilo que havia de singular em você.
A Taxa de Arrependimento Existencial
Podemos, então, criar um novo conceito:
Taxa de Arrependimento Existencial.
Não se trata de chegar ao fim da vida sem arrependimentos.
Isso seria uma fantasia.
Sempre teremos alguma coisa que não fizemos, alguma conversa que adiamos, algum projeto que não terminamos.
A questão é mais estrutural.
Podemos separar dois tipos de arrependimento.
Existe o Arrependimento Operacional:
- “Eu gostaria de ter viajado mais.”
- “Eu deveria ter aceitado aquele emprego.”
- “Eu poderia ter passado mais tempo naquele lugar.”
São decisões específicas.
Mas existe algo mais profundo, que podemos chamar de Arrependimento Existencial:
“Eu poderia ter sido muito mais eu do que fui.”
Esse é muito mais grave.
É olhar para trás e perceber que você passou décadas desenvolvendo uma vida incompatível com os seus Potenciais Singulares.
O grande Papo de CTI não é:
“O que faltou fazer?”
É:
“Quem faltou você ser?”
O Papo de CTI aciona, assim, a Mente Terciária – a que responde a questões existenciais e de longo prazo.
Aqui o conceito se encaixa diretamente na arquitetura da Casa do Eu.
Temos três mentes.
- A Mente Primária lida com questões mais básicas.
- A Mente Secundária administra a operação da vida.
- E a Mente Terciária se ocupa das questões existenciais.
É no Terceiro Andar da Casa do Eu que aparecem perguntas do tipo:
- O que estou fazendo neste planeta?
- Que sentido quero dar à minha existência?
- Qual é a minha missão?
- Que legado pretendo deixar?
A Casa do Eu coloca explicitamente a reflexão sobre a finitude como parte fundamental do desenvolvimento dessa Mente Terciária.
O Papo de CTI é, portanto, uma ferramenta para obrigar a pessoa a subir ao Terceiro Andar.
Ela se desloca mentalmente para o final da vida e olha o presente de lá.
É uma espécie de retrovisor colocado no futuro.
A finitude reorganiza as prioridades
Boa parte dos nossos problemas cotidianos ganham uma importância exagerada porque olhamos para eles apenas com o olhar do presente e não como a vida como um projeto.
A Mente Primária grita.
O problema operacional aperta.
O boleto chega.
Alguém nos critica.
Um projeto dá errado.
Uma relação termina.
E aquilo ocupa toda a memória mental.
Quando introduzimos a finitude como referência, mudamos a escala.
Podemos perguntar:
Isso que está me consumindo hoje terá alguma importância no meu Papo Existencial no CTI?
E podemos fazer também a pergunta inversa:
Aquilo que estou adiando hoje poderá aparecer como um grande arrependimento no meu Papo Existencial no CTI?
A finitude funciona como um poderoso Filtro Existencial de Relevância.
Ela diminui determinadas coisas.
E aumenta outras.
O Eu do CTI passa cotidianamente a conversar com o Eu de hoje
O mais interessante é que não precisamos esperar o CTI para ter esse papo.
Podemos fazê-lo agora.
Imagine que o seu Eu do CTI pudesse conversar com você hoje.
O que ele diria?
“Continue por aí.”
Ou:
- “Você está gastando tempo demais com coisas que não têm importância.”
- “Pare de tentar agradar todo mundo.”
- “Cuide melhor da sua saúde.”
- “Desenvolva aquele potencial que você vive adiando.”
- “Não fique numa relação apenas por medo de ficar sozinho.”
- “Escreva aquele livro.”
- “Mude de profissão.”
- “Procure aquelas pessoas.”
- “Pare de viver uma vida que não é sua.”
O Papo de CTI cria, assim, um diálogo entre dois Eus:
o Eu Presente e o Eu Terminal.
O Eu Terminal tem uma vantagem enorme.
Ele não precisa mais impressionar ninguém.
O futuro praticamente desapareceu.
E, por isso, consegue olhar para a trajetória com uma nitidez que o Eu Presente dificilmente possui.
A proposta é simples: vamos pedir emprestado essa lucidez antes que seja tarde.
O Terceiro Andar precisa ser um guia no longo prazo, dando sentido aos outros andares, pois é ele que pensa no longo prazo e na finitude.
Quem não coloca a finitude no contexto da vida, tem muita chance de aumentar bastante a Taxa de Arrependimento na reta final.
O Papo de CTI também ajuda a entender melhor a lógica da Casa do Eu.
A Mente Terciária define o norte.
Mas ela não executa a viagem.
Quem executa é principalmente a Mente Secundária.
É nela que administramos:
- saúde;
- trabalho;
- dinheiro;
- relações;
- moradia;
- rotinas;
- projetos.
Por isso, existe uma pergunta muito objetiva que pode ser feita diante de decisões relevantes:
Essa decisão aumenta ou diminui a minha futura Taxa de Arrependimento Existencial?
A pergunta traz o Terceiro Andar para dentro das decisões do Segundo.
É uma espécie de auditoria existencial.
O Segundo Andar pergunta:
“O que funciona agora?”
O Terceiro acrescenta:
“Funciona agora, mas me leva para onde?”
Essa segunda pergunta faz uma diferença enorme.
O Potencialismo ficou ainda mais necessário na Civilização 2.0
O Papo de CTI não é apenas uma ferramenta interessante para qualquer época.
Ele ganha importância especial na Civilização 2.0.
A hipótese da Bimodais é que estamos entrando num ambiente progressivamente mais descentralizado, no qual cada pessoa precisa assumir mais responsabilidade pela própria trajetória.
A fórmula da Inovação Pessoal procura sintetizar isso:
S = P/D
Quanto mais aumenta a Descentralização, mais precisamos aumentar a Potencialização para preservar e ampliar a Sustentabilidade.
No passado, boa parte da trajetória das pessoas vinha mais pronta.
A família, a escola, a organização, a religião, a comunidade e as instituições ofereciam caminhos mais padronizados.
Na Civilização 2.0, temos mais escolhas.
- Mais informação.
- Mais possibilidades profissionais.
- Mais formas de relacionamento.
- Mais caminhos de aprendizado.
- Mais possibilidade de singularização.
E isso tem um preço.
Quanto mais escolhas temos, mais precisamos de critérios internos para escolher.
A própria Casa do Eu coloca essa relação no centro da necessidade contemporânea da Mente Terciária.
Sem uma bússola existencial, abundância de escolhas pode virar desorientação.
O Potencialista usa a morte para melhorar a vida
Chegamos, então, ao ponto central.
O Potencialista não fica pensando na morte para ficar triste.
Faz justamente o contrário.
Ele incorpora a finitude como instrumento de melhoria da existência.
Periodicamente, pode fazer seu Papo de CTI:
Se eu estivesse terminando minha jornada agora, qual seria minha Taxa de Arrependimento Existencial?
Estou desenvolvendo meus Potenciais Singulares?
Minha agenda atual representa aquilo que considero importante?
Estou tomando decisões por convicção ou apenas por medo, pressão e conforto?
Estou conseguindo ser progressivamente o máximo que posso ser?
E, principalmente:
Se a resposta for não, o que ainda posso mudar enquanto tenho tempo?
Essa última pergunta transforma tudo.
Porque hoje não estamos no CTI.
Hoje ainda podemos alterar a agenda.
Podemos mudar hábitos.
Podemos abandonar projetos.
Podemos começar outros.
Podemos rever relações.
Podemos desenvolver potenciais esquecidos.
Podemos reorganizar a Casa do Eu.
Podemos mudar.
O Papo de CTI não serve para preparar você para morrer melhor.
Serve para usar a certeza da morte para ajudá-lo a viver melhor.
Talvez o grande objetivo do Potencialismo possa ser resumido justamente assim:
chegar ao último Papo de CTI, quando ele finalmente for real, olhar para trás e poder dizer:
“Dentro das possibilidades que tive, consegui ser bastante próximo do máximo eu que poderia ter sido.”
Anexos depois dos papos com os GPTs da bancada do pós-doc artificial:
- Como descobrir, testar e revisar os Potenciais Singulares? Desenvolver a ideia de que Potenciais Singulares não são descobertos por revelação. São hipóteses sobre nós mesmos, testadas e revistas progressivamente pela experiência. Investigar possíveis indicadores: facilidade relativa, prazer recorrente, Flow, Eunergia, evolução da competência, utilidade para terceiros e desejo de continuidade.
Aqui vale a análise da Mente Primária, onde estão nossos “cachorrinhos”. Eles estão latindo e mordendo ou abanando o rabinho?
De forma mais objetiva, como anda o nosso BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade)? Estes itens estão sendo melhorados ou piorados?
Ou seja, a descoberta dos nossos potenciais é um processo constante de validação.
Temos, entretanto, dois perfis bem marcados na sociedade:
- Os Inquietos – que têm um apetite maior por desafios;
- Os Quietos – que tem um apetite menor por desafios.
Os Inquietos precisam estar o tempo todo, mudando os contextos, mesmo que continuem desenvolvendo os mesmos potenciais e mesmo que seja no mesmo lugar, sempre se reinventando.
- Auditoria Genealógica dos Potenciais Singulares – Além de perguntar se determinado potencial funciona para nós, devemos investigar de onde surgiu a crença de que ele é importante. Família, escola, mercado, grupos sociais e necessidade de aprovação podem transformar expectativas externas em supostos Potenciais Singulares.
Não basta perguntar:
“Isso funciona para mim?”
É preciso perguntar também:
“Por que passei a acreditar que isso é importante para mim?”
Por isso, é importante a medição vinda de dentro, via BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade).
Observar a taxa de BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade) no curto, no médio e no longo prazo.
- Potencial Singular × Estratégia Compensatória – Nem tudo aquilo que mobiliza fortemente uma pessoa representa necessariamente um Potencial Singular. Determinadas atividades podem servir principalmente para obter reconhecimento, pertencimento, segurança ou compensação emocional.
É preciso diferenciar aquilo que expressa nossa singularidade daquilo que utilizamos para atender outras demandas da Casa do Eu.
As atividades do nosso Potencial Singular estão mais ligadas à criatividade.
Um ponto importante, em qualquer área, é nos colocar como organizadores de ambientes bagunçados.
O que fazemos com nosso potencial, organizamos a bagunça, transformando algo menos eficaz em algo mais eficaz (quando ligado à sobrevivência), menos interessante para algo mais interessante (quando ligado à atividade artística).
Potencial Singular é uma capacidade particular de transformar determinado tipo de desordem em uma ordem considerada mais adequada.
- Não podemos desenvolver todos os nossos potenciais – A finitude cria um problema de escolha, pois há uma limitação. Podemos ter diversos potenciais, mas tempo e energia são limitados.
Portanto, o Potencialismo não significa desenvolver tudo que poderíamos ser, mas selecionar aquilo que mais vale a pena desenvolver durante nosso limitado tempo de vida, dentro de determinado contexto.
Muitas vezes, algo se torna impossível e podemos redirecionar nossa energia para outro Potencial Singular.
- Como escolher entre Potenciais Singulares concorrentes? Criar critérios para priorização. Quando existem vários caminhos possíveis, nos quais todos aumentam o BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade), quais são mais viáveis?
Podemos considerar também Flow, Eunergia, contexto, utilidade para terceiros e tempo disponível.
O próprio Papo de CTI acrescenta outra pergunta:
“De quais desses potenciais eu mais me arrependeria de não ter tentado desenvolver?”
- O Potencialismo não é uma filosofia de maximização – Evitar a interpretação de que “ser o máximo você possível” significa produzir mais, trabalhar mais, experimentar tudo ou otimizar permanentemente a existência.
A ideia é outra: ser progressivamente mais coerente com aquilo que você identifica, testa e revisa como singularmente importante para você.
Você coloca aquela atividade na sua vida de forma sustentável, equilibrando a energia e melhorando a qualidade de vida.
- Papo de CTI como método recorrente da Mente Terciária Transformar a metáfora em procedimento. Periodicamente, o Eu Presente consulta imaginariamente o Eu Terminal:
“O que devo continuar, começar ou parar de fazer para reduzir minha futura Taxa de Arrependimento Existencial?”
O Eu Terminal não deve ser entendido como um juiz infalível. Ele é um ponto alternativo de observação, criado pela introdução imaginária da finitude.
É importante que a finitude esteja presente na sua vida, primeiro que ela é realidade e permite que você tenha mais controle sobre a sua vida.
Ou seja, mais autoria: maior capacidade de orientar minhas escolhas dentro das possibilidades existentes.
Uma vida de mais qualidade é aquela que você tem um controle maior sobre o seu projeto de vida.
- Como saber se o Papo de CTI está funcionando? Desenvolver indicadores objetivos. O método deveria produzir mudanças observáveis: abandono de atividades sem sentido, aumento de atividades de Flow, melhoria do BOMTRC, decisões mais autorais, melhor uso do tempo, maior Eunergia e redução da distância percebida entre quem sou e quem gostaria de estar me tornando.
- O Potencialismo como processo de recalibração permanente – O Potencialista não descobre definitivamente “quem é” e passa o restante da vida executando esse diagnóstico.
A ideia não é eu sou isso, mas eu estou isso, dentro do momento atual e das possibilidades que eu tive de pensar na minha jornada.
Formula hipóteses sobre si, experimenta, observa resultados, identifica influências externas, reconsidera prioridades e recalibra continuamente sua trajetória.
Potencialismo é menos descobrir uma identidade pronta e mais aprender continuamente a se tornar.
Vejamos as etapas:
A parte de baixo já permite enxergar um ciclo do Potencialismo:
- Formular hipóteses sobre Potenciais Singulares
- Investigar de onde vieram essas hipóteses
- Experimentar na vida real
- Observar Flow, Eunergia e BOMTRC em diferentes horizontes de tempo
- Comparar potenciais concorrentes diante da finitude
- Escolher dentro do contexto possível
- Aumentar a Taxa de Autoria sobre o Projeto de Vida
- Fazer periodicamente o Papo de CTI
- Recalibrar as hipóteses
- Recomeçar o ciclo.
- O Máximo Eu Possível não é um destino fixo – O Potencialismo não pressupõe a existência de um único “Eu verdadeiro” que precisa ser descoberto e realizado. Existem diferentes Eus possíveis, condicionados pelos potenciais percebidos, experiências, escolhas e contextos de cada fase da vida. “Ser o máximo você possível” deve ser entendido como direção e processo, não como destino previamente definido. O critério é aumentar progressivamente a autoria sobre a trajetória, testando e recalibrando continuamente as hipóteses sobre quem estamos nos tornando.
E outro:
- Evitar o Arrependimento Retrospectivo Anacrônico – O Papo de CTI não deve julgar o Eu Passado com informações, valores e maturidade que só surgiram posteriormente. A pergunta não é “por que eu não fui antes aquilo que hoje sei que gostaria de ter sido?”, mas “dentro das possibilidades, do contexto e da consciência que eu tinha em cada momento, procurei aprender, revisar e aumentar progressivamente a autoria sobre minha trajetória?”
Viver, assim, é um verbo nunca um substantivo.
É isso, que dizes?
Entrar para a Bimodais convidar ou agenciar Nepô para uma palestra:
palestras.nepo.com.br






























